segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Grupo de Dark Sun

Para compensar o fiasco na edição dos videos, completei o desenho com o grupo dos personagens dos jogadores da crônica de Dark Sun.


Ali no topo está Sunflower, a kobold bárbara com força 18. Ela está em cima de Gauthak, o goliath guerreiro que usa uma vassoura de pedra como arma. À direita dele Lars, o dragonborn bárbaro aguarda os cuidados médicos da artífice deva Elka. Em seu ombro está Hua'Arib, o dragonborn feiticeiro que todos confundem com um kobold.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Problemas com o Movie Maker

Estive editando a sessão 2 da crônica de Dark Sun esta manhã. E o Movie Maker me fez o favor de dar pau após o trabalho quase completo.
Provavelmente não vou fazer tudo novamente, bateu desânimo total. Além disso, o som ficou mais baixo ainda e o ângulo da filmagem não ficou muito bom na sessão 3.
Foi uma boa experiência, mas o trabalho de edição infelizmente leva muito tempo.

Uma coisa interessante que notei ao rever as gravações é que o ritmo da sessão de jogo fica bem nítido. Dá para ver quando a narrativa enrosca e quando fica legal. Me ajudou bastante a preparar as sessões seguintes.

No mais, acho legal ter um registro dos jogos. A gente fica meio inibido quando sabe que está gravando, mas vai ser legal ver isso daqui a alguns anos.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Excerpt: Introdução

Feche seus olhos, o que você vê?
Leva um tempo pra conseguir crer
Sinta o vento beijando seu queixo
Segure as lágrimas, faça um desejo
Agora sonhe, respire...

- Angra, Wishing Well

Bem-vindo ao semiplano onírico, um lugar delimitado pelas bordas irregulares do subconsciente de um deus dormente, onde a linha que separa sonho e realidade é cortada por uma imaginação afiada e abastecida diretamente pela matéria do Caos Elemental.
Aqui arquitetos ousam construir cidades sobre os ombros de gigantes, guerreiros valorosos são protegidos por armaduras vivas e escadarias mágicas levam até as luas.

O que é este livro

Este livro oferece a base para você, narrador, utilizar o cenário de campanha de Aldetoron em sua mesa de RPG. Você também pode utilizá-lo caso esteja buscando inspiração para incluir elementos oníricos em sua própria campanha, mesmo que não esteja narrando uma crônica em Aldetoron.
Você não encontrará referências a regras neste volume. Adaptações para sistemas de regras serão disponibilizadas em publicações específicas.
O livro cobre todos os aspectos do mundo de Aldetoron separados por capítulos e tópicos, sem no entanto seguir uma sequência obrigatória. Não importa se você o lê do início ao fim ou se seleciona as seções que mais lhe interessam – nestas páginas estão as informações necessárias para dar vida ao cenário.

Uma nota sobre as palavras

No decorrer do livro aparecerão palavras escritas no idioma zarlia, o idioma comum de Aldetoron. Elas estarão em itálico, exceto os nomes de lugares e pessoas.
Na pronúncia, a sílaba forte é a penúltima, exceto nas palavras terminadas por consoante, cuja sílaba forte é a última.
O plural é indicado pelo final “en”.
Para saber mais sobre o idioma, consulte o Capítulo 1 (ou este link, para ver online).

Estilo: Fantasia Onírica

Muitas vezes, caminhar pelas paisagens de Aldetoron é como sonhar. Apesar das coisas serem bem sólidas, da gravidade agir normalmente e da comida ter a aparência, cheiro e gosto esperados, muitos locais, criaturas e situações parecem realmente ter vindo de pinturas surrealistas ou do país das maravilhas de Alice. A isso os estudiosos deram o nome aldenago, que quer dizer “influência onírica”.
Somente próximo das multidões e das cidades é que as paisagens são menos surreais. Isso se deve à concentração de intelectos, que mantem os arredores consistentes e inteligíveis. Essa regra, no entanto, não vale nas épocas de Pesadelo (chamados astalde), quando o inconsciente de Aldetor toma as rédeas do mundo e mesmo as grandes metrópoles se sujeitam à influência onírica.
Os teóricos dizem que quando uma criatura dorme, sua mente entra em um processo semelhante ao de uma divindade quando dá origem a um mundo – um ato de criação imaginativa. No entanto, sem a matéria bruta do Caos Elemental para moldar, os sonhos existem somente como pensamentos e são como sombras coloridas.
Assim são os sonhos de qualquer criatura. Mas não os de um yastash. Os yastash são portais vivos para o Caos Elemental. E mais do que isso, são reatores capazes de conduzir a fúria primal dos elementos e moldá-los em semiplanos através de seus próprios sonhos. Em outras palavras, eles materializam seus sonhos à medida que acontecem.
Mas um yastash não para nunca de sonhar. E como não são efêmeros, seus sonhos mais recentes ficam literalmente por cima dos mais antigos, formando novas camadas sobre os lugares de sonhos passados. E essas lembranças formadas de matéria vão afundando e transformando-se em grandiosas galerias subterrâneas nas profundezas do inconsciente.
Dizem que após incontáveis eras, quando o semiplano fica completamente preenchido, a parte mais baixa toca o Caos Elemental e se quebra, criando um vórtice que atravessa todas as camadas superiores até romper o próprio corpo do sonhador, matando-o afinal.
Aldetor é um yastash, e o semiplano resultante de seus sonhos é conhecido como Aldetoron. Ainda muito novo, Aldetor teve somente seis sonhos completos. O sétimo sonho (ou sétimo ciclo, como se diz) é o foco deste livro.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Imagem: Asshadakma

Aqui dou início a uma série de previews do que no futuro será o livro "Aldetoron: Cenário de Campanha". Postarei as imagens e o texto à medida que ficarem prontos. Ao final da jornada finalmente conseguirei montar um PDF (e quem sabe um livro físico, se os deuses assim permitirem).

Esta é a aparência não-humanóide do deus Asshadakma, cujo conceito partiu de um insight que tive pouco antes deste Natal passado. É possível notar três luas circulando sobre ele, bem como os inúmeros frutos da sabedoria que nascem de seu corpo. Os frutos têm o formato de um ponto de interrogação (detalhe de um na parte inferior da imagem).

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Dark Sun - videolog da sessão 1

Estou preparando material para a próxima crônica de Aldetoron. Vai ser a 4ª história que vou mestrar utilizando o cenário. Para isso estou completando o idioma zarlia e fazendo novos desenhos (pretendo fazer muitos), além de uma revisão total nos textos que tenho. Logo vou começar a colar os textos e os desenhos aqui no blog.

Para ficar uma coisa bem mais interessante e compartilhável, estamos gravando nossas sessões de jogo da crônica atual, ambientada em Dark Sun, que é uma história que servirá de base para a futura crônica de Aldetoron. Aliás, as aventuras em Athas (o mundo de Dark Sun) servirão de ligação para outras crônicas passadas. Espero conseguir fazer direito.

Quanto ao videolog, também vou postando aqui à medida que conseguir editar. A primeira sessão completa está aí, em duas partes:


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Crônica Nova com Videolog

quase um ano escrevi:

Assim, despeço-me do D&D sem data para revê-lo.
Despeço-me das longas preparações de tramas elaboradas, planilhas de monstros e tabelas de tesouros. Não vou mais forçar os jogadores a seguirem a MINHA trama - em vez disso vamos criar histórias das quais todos queremos participar.

E neste começo de década resolvemos voltar ao D&D puro, sem house rules. E por incrível que pareça, está sendo muito melhor assim. Progressão de XP normal, rolagens totalmente conforme as regras e nenhuma estratégia mirabolante de agilização nos combates.

Com a recente reforma nas regras da 4ª edição resolvi adquirir o Rules Compendium, que centraliza as regras em um único e pequeno volume de capa mole. As regras de perícias estão bem dinâmicas e refletem o amadurecimento do sistema. Mas foram as planilhas de oponentes que me deixaram mais impressionado, pois as estatísticas estão muito mais visíveis, separadas por tipos de ação. E as auras têm um símbolo próprio, de modo que dá para percebê-las só de olhar para a ficha (muitas vezes esqueci de aplicar auras).

Quanto ao tempo de preparação de que reclamei à época do post citado lá em cima, descobri que gosto muito dessas preliminares. Mesmo usando os sistemas mais simples me peguei gastando horas preparando acessórios e fichas.

Já com relação de forçar os jogadores a seguirem a minha trama, resolvemos definir o feeling da nova crônica juntos (diretrizes e temas). E escolhemos (juntos) Dark Sun como cenário, de modo que eu possa deixar Aldetoron separado por um tempo para upgrades.

O resultado você pode conferir no video a seguir. Pretendemos que seja o início de um grande videolog da crônica: