[Leia a parte anterior] [Leia do começo]
"Que loucura é essa? Um dragão monge estuprador de humanas?", pensava Devdas enquanto buscava uma abertura na defesa da criatura. Apesar de óbvia, a constatação não deixava de martelar seus pensamentos. O réptil desferia chutes e socos em uma sequência de movimentos ao mesmo tempo hilária e terrível, que já teriam derrubado a guerreira caso as preces protetoras do irmão não estivessem ajudando.
Movendo-se como a areia de seu habitat, o dragão continuava a castigar Devdas sem se preocupar em utilizar garras ou dentes. A Anidro aquilo parecia uma brincadeira, e ele não conseguiu evitar lembranças de sua infância, quando um gato brincara com um pardal antes de devorá-lo. Ao pássaro era uma batalha, mas ao felino não.
- Irmã, precisamos fugir! - advertiu. Seus campos de proteção conjurados sobre Devdas faziam tremer o ar a cada impacto recebido. - Ele não está lutando de verdade!
Mas Devdas não tinha a mesma impressão. Ela não poderia acreditar que, mesmo utilizando todas as suas forças, o inimigo não estivesse levando a situação a sério. Por outro lado, era incapaz de ignorar totalmente uma advertência do irmão, e por isso adotou uma postura mais defensiva para estudar melhor as intenções do monstro.
- Por aqui! - Anidro estava olhando para um ponto no chão, perto de uma pilha de ossos, onde a areia deslizava em redemoinho, provavelmente escondendo um buraco. Era a única esperança, considerando que o túnel por onde vieram os transformaria em presas fáceis se decidissem dar as costas ao dragão.
Em meio a tudo aquilo, os lamentos da mulher nua não haviam cessado, o que definitivamente não ajudava Devdas a se concentrar. Ela gritava de dor e já não havia nada que pudesse salvá-la, pois seus órgãos internos haviam rompido para dar espaço ao enorme membro viril do dragão, e a entrada heróica dos irmãos, tendo interrompido o coito, teve o efeito de uma rolha retirada de uma garrafa cheia. A hemorragia a mataria em pouco tempo.
Com um puxão na corrente mais rápido do que o pensamento racional, Devdas desviou o curso de um ataque e o redirecionou, cravando o facão misericordiosamente na nuca da moribunda. O repentino silêncio clareou sua mente e ela tomou sua decisão.
- Vai, vai! - gritou para o irmão, empurrando-o para o buraco. Ele não pensou duas vezes antes de enfiar uma perna no vórtice de areia, e em seguida a outra. Mas a abertura era pequena demais para o ombro, e o paladino ficou entalado com os braços idiotamente erguidos.
Sem tempo para pensar, Devdas direcionou suas correntes vivas para a fenda, procurando envolver Anidro para puxá-lo de volta. O dragão, por sua vez, assistiu ao inútil esforço durante um curto momento antes de começar a esmurrar a guerreira, cujas correntes presas ao chão a haviam transformado em uma planta fortemente enraizada, totalmente vulnerável.
Anidro já não conseguia manter os campos de força, pois os braços mal podiam se mexer para executar os gestos necessários. Assim, Devdas recebia os pesadíssimos socos com toda a potência, um após o outro, mas aquilo não parecia estar divertindo o monstro. Após meia dúzia de golpes a mestra das correntes caiu, com os cabelos ensanguentados grudados ao rosto.
Com um terror crescente, Anidro observava, imobilizado, as ações do dragão. As grandes garras negras, desajeitadas para lidar com o pequeno corpo de Devdas, começavam a pinçar botões e amarras preguiçosamente. Os olhos bestiais brilhavam aquosos, com tanta intensidade que o reflexo do menino parecia estar se afogando em um poço sem fundo. E ele subitamente compreendeu que a criatura estava despindo a nova vítima. Tirando as roupas dela devagar e saboreando o contato com o tecido. O jovem paladino nunca havia aceitado por completo a ideia de lutar ao lado da irmã, pois o medo de perdê-la em combate era como uma assombração sempre presente. Mas aquilo... aquilo era ainda pior.
A segunda naquele dia. O réptil mal podia acreditar na própria sorte e, se dando conta da própria pulsação, já sentia o próprio sangue circulando para a região da virilha.
[Leia a próxima parte]
"Que loucura é essa? Um dragão monge estuprador de humanas?", pensava Devdas enquanto buscava uma abertura na defesa da criatura. Apesar de óbvia, a constatação não deixava de martelar seus pensamentos. O réptil desferia chutes e socos em uma sequência de movimentos ao mesmo tempo hilária e terrível, que já teriam derrubado a guerreira caso as preces protetoras do irmão não estivessem ajudando.
Movendo-se como a areia de seu habitat, o dragão continuava a castigar Devdas sem se preocupar em utilizar garras ou dentes. A Anidro aquilo parecia uma brincadeira, e ele não conseguiu evitar lembranças de sua infância, quando um gato brincara com um pardal antes de devorá-lo. Ao pássaro era uma batalha, mas ao felino não.
- Irmã, precisamos fugir! - advertiu. Seus campos de proteção conjurados sobre Devdas faziam tremer o ar a cada impacto recebido. - Ele não está lutando de verdade!
Mas Devdas não tinha a mesma impressão. Ela não poderia acreditar que, mesmo utilizando todas as suas forças, o inimigo não estivesse levando a situação a sério. Por outro lado, era incapaz de ignorar totalmente uma advertência do irmão, e por isso adotou uma postura mais defensiva para estudar melhor as intenções do monstro.
- Por aqui! - Anidro estava olhando para um ponto no chão, perto de uma pilha de ossos, onde a areia deslizava em redemoinho, provavelmente escondendo um buraco. Era a única esperança, considerando que o túnel por onde vieram os transformaria em presas fáceis se decidissem dar as costas ao dragão.
Em meio a tudo aquilo, os lamentos da mulher nua não haviam cessado, o que definitivamente não ajudava Devdas a se concentrar. Ela gritava de dor e já não havia nada que pudesse salvá-la, pois seus órgãos internos haviam rompido para dar espaço ao enorme membro viril do dragão, e a entrada heróica dos irmãos, tendo interrompido o coito, teve o efeito de uma rolha retirada de uma garrafa cheia. A hemorragia a mataria em pouco tempo.
Com um puxão na corrente mais rápido do que o pensamento racional, Devdas desviou o curso de um ataque e o redirecionou, cravando o facão misericordiosamente na nuca da moribunda. O repentino silêncio clareou sua mente e ela tomou sua decisão.
- Vai, vai! - gritou para o irmão, empurrando-o para o buraco. Ele não pensou duas vezes antes de enfiar uma perna no vórtice de areia, e em seguida a outra. Mas a abertura era pequena demais para o ombro, e o paladino ficou entalado com os braços idiotamente erguidos.
Sem tempo para pensar, Devdas direcionou suas correntes vivas para a fenda, procurando envolver Anidro para puxá-lo de volta. O dragão, por sua vez, assistiu ao inútil esforço durante um curto momento antes de começar a esmurrar a guerreira, cujas correntes presas ao chão a haviam transformado em uma planta fortemente enraizada, totalmente vulnerável.
Anidro já não conseguia manter os campos de força, pois os braços mal podiam se mexer para executar os gestos necessários. Assim, Devdas recebia os pesadíssimos socos com toda a potência, um após o outro, mas aquilo não parecia estar divertindo o monstro. Após meia dúzia de golpes a mestra das correntes caiu, com os cabelos ensanguentados grudados ao rosto.
Com um terror crescente, Anidro observava, imobilizado, as ações do dragão. As grandes garras negras, desajeitadas para lidar com o pequeno corpo de Devdas, começavam a pinçar botões e amarras preguiçosamente. Os olhos bestiais brilhavam aquosos, com tanta intensidade que o reflexo do menino parecia estar se afogando em um poço sem fundo. E ele subitamente compreendeu que a criatura estava despindo a nova vítima. Tirando as roupas dela devagar e saboreando o contato com o tecido. O jovem paladino nunca havia aceitado por completo a ideia de lutar ao lado da irmã, pois o medo de perdê-la em combate era como uma assombração sempre presente. Mas aquilo... aquilo era ainda pior.
A segunda naquele dia. O réptil mal podia acreditar na própria sorte e, se dando conta da própria pulsação, já sentia o próprio sangue circulando para a região da virilha.
[Leia a próxima parte]



Um comentário:
uma porcaria !
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